Estações Ecológicas
por José Pedro de Oliveira Costa


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Anavilhanas

Áreas representativas de ecossistemas nativos, as Estações Ecológicas destinam-se oficialmente à realização de pesquisas básicas e aplicadas, à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento da educação conservacionista. Segundo conceituação de seu criador, o biólogo Paulo Nogueira-Neto, elas devem existir para cada um dos biomas do País, em área suficientemente ampla para permitir a preservação de sua biodiversidade.

As Estações Ecológicas devem ter pelo menos 90% de sua área destinada à preservação integral e, nos 10% restantes, podem, mediante autorização e dentro de um zoneamento previamente estipulado, realizar pesquisas de interesse científico que acarretem modificações no ambiente natural. Elas somam, às áreas anteriormente criadas, um novo grupo de áreas protegidas, que desperta grande interesse das universidades e de pesquisadores pelas facilidades que oferecem de alojamento e na busca conjunta de financiamento para o desenvolvimento de estudos.

Em nível federal, o Brasil tem 21 Estações Ecológicas criadas e outras cinco cujo decreto ainda não foi publicado. No seu conjunto, ocupam uma área de mais de 2 milhões de hectares. Entre as mais conhecidas destaca-se a das Anavilhanas, situada no rio Negro, no estado do Amazonas, próxima da cidade de Manaus. Sua área mais importante é formada por uma miríade de ilhas que compõem um interessantíssimo labirinto, onde se abrigam espécies importantes, como o peixe-boi. Em Roraima, fica a Estação Ecológica de Maracá, que protege o rio Uraricuera - onde, segundo a lenda, nasceu o famoso herói Macunaíma, personagem central do livro homônimo do escritor Mário de Andrade.

No Paraná, a Estação Ecológica de Guaraqueçaba abriga um dos últimos extensos e intactos sistemas de manguezais da costa brasileira. Esta Estação Ecológica é contígua ao Parque Nacional do Superagüi. Essas duas áreas protegidas preservam o mico-leão-de-cara-preta e o papagaio-de-cara-roxa, importantes espécies ameaçadas de extinção.

Há também algumas estações significativas já criadas, protegendo áreas de caatinga. E há uma, a do Taim, no Rio Grande do Sul, que abriga banhados característicos da região e é local de pouso de muitas aves, entre as quais o cisne-do-pescoço-negro.

As Estações Ecológicas Federais, por ordem de criação, estão indicadas em quadro anexo.

As Estações Ecológicas já demarcadas, mas ainda não decretadas, estão indicadas em quadro anexo.


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